Mas ei que tiremos o capital para que sejamos livres... Ainda
temos o Estado para organizar a vida e a sociedade de forma limpa, livre e
justa. Ou pelo menos deveria ser, mas não o pode já que a própria natureza
fascista do Estado não permite. O Estado se apresenta como todo sendo somente
parte. “O que é o Estado senão uma organização de força? Mas é da natureza de
toda força não poder suportar nenhuma outra, nem superior, nem igual, não
podendo a força ter outro objetivo senão a dominação, e a dominação só é real
quando tudo o que a entrava lhe está subjugado.” Sendo assim, cada pessoa, cada
indivíduo deve estar abaixo do Estado, deve estar a serviço deste, e apenas
obedecer a ele. Isso não se parece, nem de perto, nem de longe, a uma
liberdade.
Então tiremos o capital e o Estado fascista, oras. Porém,
tendo em vista sua moral e ética como formadores de ações e reações humanas,
percebe-se uma auto-limitação individual, ou seja, a própria consciência se
torna uma barreira psicológica de ações que te dominam. Sendo assim, mesmo sem
um Estado e um capital, o indivíduo não está verdadeiramente livre.
Mas será a liberdade algo que deve ser buscado a fundo? Se
assim for, a falta de consciência se tornaria a base da sociedade, porém,
seria, ainda, uma não existência de liberdade, já que se tornaria lei a falta
de consciência. Portanto, declaro a liberdade extrema inalcançável. Mas, se é inalcançável,
deve-se desistir dela? De modo algum! Deve-se procurar a liberdade sem
adjetivos! Na qual os fatores EXTERNOS não influenciam a suas ações. Sendo
assim, cada um, dono de ti. Ou seja, a autonomia, a liberdade, autogestão e a consciência
se tornam as bases da sociedade, e cada individuo, trabalhando e vivendo cooperativamente
com seus irmãos de alma.
Muito bom, refletindo rapidamente sobre esse texto eu entendo que o indivíduo realmente não pode ser livre mesmo que tenha acesso ao Capital (muito acesso) pois a liberdade se trata também de deixar os outros serem livres e o acumulo de Capital impede isso.
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