sábado, 25 de maio de 2013

Senhores, o que é a liberdade senão uma existência sem influência?

São observados por mim 4 formas de liberdade. A liberdade mercantil, a liberdade sem adjetivos, a liberdade sem consciência, e a liberdade extrema. Eis que a liberdade mercantil é a que todos já têm, é a liberdade de poder consumir o que quiser, porém, aqui se encontra um opressor querido: o dinheiro. Sendo este um obstáculo para o consumo desenfreado. Sendo assim, nas mentes alienadas da sociedade atual, ter dinheiro é ser livre, é poder ter tudo. Porém, será esta uma forma de real liberdade? Ora, o dinheiro proporciona a liberdade do indivíduo, sendo assim, o indivíduo sendo fortemente influenciado pelo dinheiro. Entretanto, essa ideologia de liberdade não é natural senão que cultural. É uma ideologia implantada em mentes que não questionam para que as indústrias do consumo possam desfrutar de seu Deus sujo: o dinheiro, ou capital, ou o famoso lucro. Ou seja, de uma forma ou de outra, essa liberdade não é verdadeira.


Mas ei que tiremos o capital para que sejamos livres... Ainda temos o Estado para organizar a vida e a sociedade de forma limpa, livre e justa. Ou pelo menos deveria ser, mas não o pode já que a própria natureza fascista do Estado não permite. O Estado se apresenta como todo sendo somente parte. “O que é o Estado senão uma organização de força? Mas é da natureza de toda força não poder suportar nenhuma outra, nem superior, nem igual, não podendo a força ter outro objetivo senão a dominação, e a dominação só é real quando tudo o que a entrava lhe está subjugado.” Sendo assim, cada pessoa, cada indivíduo deve estar abaixo do Estado, deve estar a serviço deste, e apenas obedecer a ele. Isso não se parece, nem de perto, nem de longe, a uma liberdade.

Então tiremos o capital e o Estado fascista, oras. Porém, tendo em vista sua moral e ética como formadores de ações e reações humanas, percebe-se uma auto-limitação individual, ou seja, a própria consciência se torna uma barreira psicológica de ações que te dominam. Sendo assim, mesmo sem um Estado e um capital, o indivíduo não está verdadeiramente livre.


Mas será a liberdade algo que deve ser buscado a fundo? Se assim for, a falta de consciência se tornaria a base da sociedade, porém, seria, ainda, uma não existência de liberdade, já que se tornaria lei a falta de consciência. Portanto, declaro a liberdade extrema inalcançável. Mas, se é inalcançável, deve-se desistir dela? De modo algum! Deve-se procurar a liberdade sem adjetivos! Na qual os fatores EXTERNOS não influenciam a suas ações. Sendo assim, cada um, dono de ti. Ou seja, a autonomia, a liberdade, autogestão e a consciência se tornam as bases da sociedade, e cada individuo, trabalhando e vivendo cooperativamente com seus irmãos de alma. 

Um comentário :

  1. Muito bom, refletindo rapidamente sobre esse texto eu entendo que o indivíduo realmente não pode ser livre mesmo que tenha acesso ao Capital (muito acesso) pois a liberdade se trata também de deixar os outros serem livres e o acumulo de Capital impede isso.

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