sexta-feira, 21 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Laços e Paradigmas
"Paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas." wikipedia
No estudo da história geral podemos destacar o método de pesquisa que entende os fenômenos históricos (sociológicos) como consequência de outros e geradores de outros tantos, nesse processo encontramos o estabelecimento de formas culturais (antropológicas) que vão se degradando e dando origem a outras, em todos esses ciclos estão de igual maneira os fenômenos micro sociais, os casamentos, as sociedades, os vínculos de amizade e demais coleguimos, vou os denominar aqui de "laços" e esses laços são obviamente metáforas, signos referente a forma análoga de que se dão esses tipos de relacionamentos, em geral como no caso dos casamentos se pressupõe laços mais fortes que foram sendo construídos a longo prazo e em etapas de laços menores, e assim num desenvolvimento gradativo se fixando laços mais comprometidos, dessa forma vão "apertando" mais, porém sendo mais complexos de se desatar. Tendo isso sido colocado eu trago o raciocínio desenvolvido para as ideias de Paradigma, vou me focar nas tidas pelas ciências sociais e de filosofia política, nelas se entende o Paradigma como limite colocado frente a evoluções de modelo político ou social, infelizmente existem complexidades no sistema posto (status quo) que são dificuldades descaradas, injustiças e medidas não razoáveis, para tais seria relevante pensar em mecanismos de reforma ou de transformação na busca de melhorias e benfeitorias, o problema é que nesses casos (na grande maioria) tais soluções exigem mudanças na raiz (radicais) e isto posto no que se trata serem empreendimentos sociais, ou seja, abstrações, tornas-se árdua a tarefa de as explicar e quase que impossível suas implementações, de toda sorte tem sido claro para mim que o grau de dificuldade em nada altera o fato da necessidade e relevância da causa, infortunadamente teremos que tocar nessas "feridas" e essas feridas estão nesses "laços", se a forma de encararmos o mundo não passar primeiramente pela forma que encaramos nossos microcosmos sociais (laços e conjunto de laços) então nem mesmo estaremos fazendo diferença em nós, e para quebrar injustiças enraizadas e sedimentadas de muito tempo (quebrar modelos, ou seja, quebrar paradigmas) vamos ter de refletir e começar da base que são nossos laços internos e externos.
terça-feira, 11 de junho de 2013
E a união, onde fica?
Eu sempre me questionei quanto às teses de Émile Durkhein.
Ouvia teorias de solidariedade orgânica e mecânica como “a divisão do trabalho
e de outros setores é o que gera a união na sociedade.” Pô, como assim a
divisão gera a união? Como assim separar em setores pode unir algo?
Vejam vocês como a união é algo tão obscuro pra nós hoje:
qualquer grupo, por qualquer que seja a ideologia, é unido por 1 ou mais
pensamentos em comum e dez vezes mais pensamentos que divergem. No anarquismo,
por exemplo, você pode tentar reduzir todos os grupos anarquistas a um só,
rotulando um movimento inteiro sem considerar as especialidades e
características únicas de cada vertente. Não dá pra dizer que tudo se resume à
negar a coerção de qualquer instituição. Como é feita essa negação? Aqueles que
creem no anarcocapitalismo te darão uma resposta, bem como os que acreditam no
anarquismo verde, anarco cristianismo, etc.
Dentro de cada movimento também existirão divergências que
muitas vezes parecem desnecessárias. Exemplo: um grupo diz querer a revolução.
Parte dele a defende com o uso da violência, parte dele repudia o uso da
violência e defende a resistência pacífica. Parte dele dirá que a religião é o
ópio do povo, parte dele dirá que a religião é mais que necessária pra a
abertura interior de cada um.
Sendo assim, como é possível a união? Se eu julgo minha
perspectiva de mundo a certa e a melhor solução pros problemas à minha frente,
se acho que isso traz o bem comum, como a colocarei em prática se sempre haverá
uma oposição? Quantas vertentes de uma
organização política foram criadas diferentes da original? Melhor? Pior? Pra
quem? Posso unir-me a ti e tua visão de mundo hoje, mas depois dela ser
instaurada quem garante que ela não será distorcida conforme à sua, a minha ou
a uma terceira visão dela?
O mundo carece de união, é um fato. Mas se cada homem molda
a realidade a seu ver, como é possível uma igualdade ideológica? Como vamos nos
unir, se não concordamos nem no que é bem e comum a todos? Dizia Rousseau que devemos renunciar à nossa
liberdade pra um governo justo. Será que nossa liberdade é um preço bom pra
justiça? Que justiça seria essa? Será que renunciar à nossa liberdade vale a
pena, pra qualquer troca que seja?
Olha, eu não sei pra quão unida ou desunida nossa sociedade
caminha... Lutamos pela tal da igualdade, pela tal da união, mas eu espero que
isso se reduza à esfera social, política e econômica, pois, assim com li por aí
dia desses: “Se todo mundo pensar igual, ninguém está pensando.”
Seria o pensamento diferente e único de cada um o que nos une e nos move?
Seria o pensamento diferente e único de cada um o que nos une e nos move?
Talvez Durkhein tenha razão.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O Populismo nosso de cada dia
Vocês já pararam pra pensar o quanto a massa é populista? O quanto depositam suas expectativas em determinado governante e ele, como resposta, vomitasse propostas de desenvolvimento pra apaziguar toda a população insatisfeita?
Sabe aquele seu amigo, familiar ou até vizinho que sempre defende determinado político porque ele fez grandiosas obras, privilegiou os trabalhadores, criou leis trabalhistas, tirou a maioria da miséria, criou programas assistencialistas e tudo mais... Tal defesa não se mostra incoerente, afinal, o cara deu uma de gênio da lâmpada e atendeu os pedidos milagrosos do povo.
Mas será que isso justifica o fato da massa se tornar cega? Será que a lógica "ele me tirou da miséria, logo, ele olha pra mim, ele quer o meu bem e está do meu lado" faz sentido?
Muitos acham que populismo se resume a uma "liderança carismática que se aproxima do povo, atende suas necessidades, beija bebês em época de eleição, tira fotos na periferia, etc etc etc". Quer um exemplo? nosso querido Getúlio Vargas, criador da CLT(Consolidação das Leis do Trabalho). Não é em vão que na imagem no início deste post tem um cartaz mencionando o dito cujo.
"Queremos Getúlio porque ele nos deu aposentadoria."
"Queremos Lula porque ele nos tirou da miséria."
A figura populista cria uma coisa meio que hipnótica na população e esta, por sua vez, deixa de questionar, criticar e se torna acomodada. Daí dizem que o populismo é um governo de mão dupla: o governante vai lá, atende os anseios da massa e ela, por sua vez, não o questiona, só aceita.
Quantos ao seu redor fazem parte de uma massa populista? Quantos defendem Lula por toda a miséria erradicada? Quantos são Varguistas por sua sensibilidade com o trabalhador?
Será que eles são tão perfeitos assim? E toda a corrupção por trás do querido molusco? E o jogo político com a camada elitista por parte do Vargas? Será que eles devem mesmo ser defendidos?
Não creio que governo algum seja digno de ser rebaixado a pó, bem como ser elevado aos céus. Também não acredito justo que vejamos só as boas obras de um político, bem como dizer que ele foi sujeira e nada mais. Se é pra criticar, sejamos críticos com ambos os lados.
Menos alienação, mais 'abrir os olhos'.
Menos populismo, mais anarquismo.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Efeitos do Momento Político Social e Econômico Mundial na Turquia
Após ter se dado início o atual senário de protestos a nível nacional no país (Turquia) eu procurei me informar melhor sobre o que realmente estava acontecendo lá, visto que não tenho a inocência de procurar na mídia corporativista o ímpeto e interesse popular pela busca dos fatos seja que interesses eles enfrentam ou deixam de enfrentar, não que os mesmos conglomerados e impérios midiáticos falem absolutamente inverdades, mas por questões óbvias e lógicas eles tem limites nessa busca e publicação.
Erdogan vencedor das ultimas três eleições a frente do "partido islâmico da justiça e desenvolvimento" (AKP) totalizou dez anos no poder político da Turquia, num primeiro momento ativistas políticos e sociais como eu chutaram: "- Se tratam de efeitos da primavera árabe, dos movimentos de ocupação, dos indignados, esquerda 2.0, anonymous e etc" Mas agora vejo que não é bem assim, obviamente existem os efeitos e o momento é de ebulição pelo surgimento de novas formas de estabelecimento democrático e político, porém as coisas não são tão simples, Erdogan não é o alvo que a mídia em geral tenta estabelecer, e sim a democracia representativa, esta começou a entrar em cheque, e somado a isso ainda existem os efeitos econômicos sociais da Troika, o ressurgimento dos movimentos anarquistas e os movimentos de extrema direita, cada vez mais a sociedade não só europeia como mundial vai acordando para a derradeira realidade que a mídia e os governos mundiais já não conseguem esconder com eficácia. (mas acredito que isso pode ficar como tema de um outro texto)
Todo esse imbróglio começou em Istambul onde houve um protesto contra um empreendimento na região central da cidade, tal empreendimento comprometeria estruturas e valores históricos da cidade (Soa familiar a mim ao que tem ocorrido no Rio de Janeiro com relação aos mega eventos, salvo algumas diferenças é lógico)
Contudo houve violenta repressão policial em relação a esta manifestação, desta forma e ai sim sob os efeitos que eu já mencionei a causa ganhou uma bandeira maior, provavelmente não apenas pela reação dos opositores mas pela realização de que as dificuldades a serem enfrentadas eram muito maiores, esse fenômeno me parece ter vindo para ficar por culpa do advento das redes sociais que já davam meios de comunicação, porém agora já começam a ser melhor usados como ferramenta de organização de manifestos presenciais, esses avanços são permanentes e o processo é evolutivo e emancipatório, os especialistas honestos da área não mais se surpreendem com isso, agora é uma questão de tempo que a grande mídia se de conta e se adeque para não ficar muito longe da realidade como tem estado.
Erdogan vencedor das ultimas três eleições a frente do "partido islâmico da justiça e desenvolvimento" (AKP) totalizou dez anos no poder político da Turquia, num primeiro momento ativistas políticos e sociais como eu chutaram: "- Se tratam de efeitos da primavera árabe, dos movimentos de ocupação, dos indignados, esquerda 2.0, anonymous e etc" Mas agora vejo que não é bem assim, obviamente existem os efeitos e o momento é de ebulição pelo surgimento de novas formas de estabelecimento democrático e político, porém as coisas não são tão simples, Erdogan não é o alvo que a mídia em geral tenta estabelecer, e sim a democracia representativa, esta começou a entrar em cheque, e somado a isso ainda existem os efeitos econômicos sociais da Troika, o ressurgimento dos movimentos anarquistas e os movimentos de extrema direita, cada vez mais a sociedade não só europeia como mundial vai acordando para a derradeira realidade que a mídia e os governos mundiais já não conseguem esconder com eficácia. (mas acredito que isso pode ficar como tema de um outro texto)
Todo esse imbróglio começou em Istambul onde houve um protesto contra um empreendimento na região central da cidade, tal empreendimento comprometeria estruturas e valores históricos da cidade (Soa familiar a mim ao que tem ocorrido no Rio de Janeiro com relação aos mega eventos, salvo algumas diferenças é lógico)
Istambul (em turco: İstanbul), a antiga Bizâncio e Constantinopla (nome ainda usado em várias línguas, como no grego Κωνσταντινούπολις,Konstantinúpolis), é a maior cidade da Turquia, a quinta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 de habitantes na sua área metropolitana (2010).2 A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.É a capital da área metropolitana (büyükşehir) e da província de Istambul, a qual faz parte da região de Mármara. No passado foi a capital administrativa da Província de Istambul, na chamada Rumélia ou Trácia Oriental. Foi denominada Bizâncio até 330 d.C., e Constantinopla até 1453, nome bastante difundido no Ocidente até 1930. Durante o período otomano, os turcos chamavam-na de Istambul, nome oficialmente adotado em 28 de março de 1930.Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido comocalifa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão. Atualmente, embora a capital do país seja Ancara, Istambul continua a ser o principal polo industrial, comercial, cultural e universitário (aí estão sediadas mais de uma dezena deuniversidades) do país. É a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, sede da Igreja Ortodoxa.A cidade ocupa ambas as margens do Estreito do Bósforo e do norte do Mar de Mármara, os quais separam a Ásia da Europa no sentido norte-sul, uma situação que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes. A parte central da parte europeia é por sua vez dividida pelo estuário do Corno de Ouro. É usual dizer-se que a cidade tem dois ou três centros, conforme se considere ou não que na parte asiática também existe umcentro. No lado europeu há duas zonas com mais destaque em termos de movimento de pessoas e património cultural: o mais antigo, onde se situava o núcleo da antiga Bizâncio e Constantinopla, correspondente ao atual distrito de Fatih, fica a sul do Corno de Ouro, enquanto que Beyoğlu, a antigaPera e onde se situava o bairro europeu medieval de Gálata, fica a norte. O centro da parte asiática tem contornos menos precisos, e ocupa parte dos distritos de Üsküdar e Kadıköy.Algumas zonas históricas da parte europeia de Istambul foram declaradas Património Mundial pela UNESCO em 1985. Em 2010, a cidade foi a Capital Europeia da Cultura e é candidata à organização dos Jogos Olímpicos de 2020. Devido à sua dimensão e importância, Istambul é considerada uma megacidade e uma cidade global. (Wikipédia)
Contudo houve violenta repressão policial em relação a esta manifestação, desta forma e ai sim sob os efeitos que eu já mencionei a causa ganhou uma bandeira maior, provavelmente não apenas pela reação dos opositores mas pela realização de que as dificuldades a serem enfrentadas eram muito maiores, esse fenômeno me parece ter vindo para ficar por culpa do advento das redes sociais que já davam meios de comunicação, porém agora já começam a ser melhor usados como ferramenta de organização de manifestos presenciais, esses avanços são permanentes e o processo é evolutivo e emancipatório, os especialistas honestos da área não mais se surpreendem com isso, agora é uma questão de tempo que a grande mídia se de conta e se adeque para não ficar muito longe da realidade como tem estado.
domingo, 2 de junho de 2013
Até quando uma manifestação pode ser pacífica?
Convenhamos amigos, a agressão física é um dos piores males da sociedade atual. Ela traumatiza crianças, machuca gravemente os corpos e as mentes, perturba mentalmente quem agride, sangra e faz sofrer quem é agredido. Na lógica das mentes atuais, uma atitude violenta vinda de um cidadão deve ser considerada como abuso moral e físico, e por assim sendo, o autor deve ser gravemente punido.
Na questão da agressão, podemos encaixar a morte, na qual até mesmo pela agressão física pode ser alcançada. Qualquer desumano que realiza tal ato deve sofrer, sentir o que fez outros sentirem. Essa é a lógica das pessoas de uma sociedade mercantil. Afinal, isto é justiça ou vingança? Vingança justificável.
Mas e quando é uma pseudo-autoridade que realista tais brutalidades desumanas, o que deve ser feito? A lógica mercantil não é válida para aqueles que detêm um falso poder. A sociedade atual não se revolta nem se movimenta ao ver um skatista apanhando como se todo jovem que anda de skate fosse marginal.
Mas não é o único ponto. E quando são manifestantes que estão preocupados com o sistema vigente atual na qual aliena, escraviza e destrói a humanidade, que são brutalmente agredidos por policiais, quando estão apenas se manifestando e expondo suas opiniões? E quando essa agressão se torna tão violenta que chagar a tirar vidas? A população se cala. Temos como exemplo a Turquia hoje.
As manifestações
começaram de forma muito pacífica: o que fizeram foi simplesmente parar em
frente as máquinas, quando estas vieram para derrubar as árvores. E o que era
uma manifestação popular pacífica acabou virando quase uma guerra civil – exceto que para uma guerra de fato, ambos os lados estariam
armados e aqui há claramente uma desvantagem e uma opressão de um governo
autoritário. Foram informados que cerca de 939 pessoas presas e números
médicos apontam mais de 100 feridos.
Qual atitude deve ser tomada diante dessa desumanidade?
É agora, é nesse ponto crítico que uma manifestação inicialmente pacífica se torna uma guerra civil injusta. E aí então, vemos a verdadeira oposição: Povo x Estado.
sábado, 1 de junho de 2013
O Estado, o Capital e os super-heróis
Em um breve pensamento sobre o fascismo, chego a conclusão de que o fascismo se encontra nos dias de hoje, tanto na realidade, quanto na fantasia. E que existem dois tipos de fascismo: o fascismo individual e o fascismo coletivo.
Ao pensar em fascismo, logo nos vem a cabeça a imagem de Hitler, Mussolini, dentre outros que tinham um forte sentimento de defesa de um ideal, mesmo que essa ideal seja sujo e desumano, como ideal nazista, por exemplo. Este fascismo criticado pelos historiadores é um grande exemplo de fascismo coletivo, na qual o grupo de pessoas lutam apenas pelo bem do mesmo grupo, cada integrante não mais um todo, é a parte de um todo.
E é esse tipo de fascismo que é mais encontrado na sociedade atual, tanto pela parte do Estado que obriga suas crianças a cantarem seus hinos patriotas e que aliena os adultos fortalecendo a nacionalidade deles com aspectos competitivos internacionais, como a Copa do Mundo, por exemplo, quanto, também, pela concorrência entre cada empresa, na qual os administradores da empresa tornam-a importante demais na vida, se pensa o nome dela, o logo dela, o uniforme para identificar quem faz parte daquele grupo fechado.
Logo, todo Estado, por ser uma organização de força, é naturalmente fascista e o nacionalismo é a clara ilustração desse fascismo. Assim, como toda empresa é, por natureza, fascista, sendo que, no mínimo, os administradores devem fixar suas atenções apenas á empresa. Logo, esses são exemplos de fascismo coletivo. Mas é apenas com o Estado e com o Capital que esse afeito aparece? Não. Você mesmo, que esta lendo este texto, pode estar sendo vítima desse fascismo coletivo. Como? Simples, torcida organizada é um grande exemplo desse fascismo atualmente, na qual o sentimento de grupo e a mania de tentar achar nos outros o que está em você mesmo te tornam capaz de ferir uma pessoa, um próximo, igual a você, mas se ele está com camisa do outro time, ele é um inimigo. Se você tem alguma dessas características, cuidado, repense seus ideais e suas atitudes:
- Super-defesa a um grupo fechado a qual pertence;
- Disponibilidade de ações violentas físicas ou morais apenas para defender um ideal que julga correto;
- Arrogância com quem critica um ideal, ou empresa, ou país.
Todas essas características se encaixam no fascismo coletivo, tanto quanto no fascismo individual, como os super-heróis. Os super-heróis usam um símbolo no peito, como
cavaleiros medievais usavam-no em seus escudos, a semelhança também não é
coincidência, Hitler também tem seu símbolo, como Hiroito, como Mussolini, como
os soviéticos, como os X-Men (o Professor Xavier enfrenta Magneto acreditando
que os mutantes devem coexistir pacificamente com a humanidade e não dominá-la,
mas em nenhum momento os "mocinhos" negam a superioridade do mutante,
chamado inclusive de homo superior).
Como se observa, o fascismo nos cerca e se disfarça, você pode estar sujeito a algum fascismo, mas nem se dá conta. Abre teus os olhos.
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