quinta-feira, 13 de junho de 2013

Laços e Paradigmas

"Paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas." wikipedia



No estudo da história geral podemos destacar o método de pesquisa que entende os fenômenos históricos (sociológicos) como consequência de outros e geradores de outros tantos, nesse processo encontramos o estabelecimento de formas culturais (antropológicas) que vão se degradando e dando origem a outras, em todos esses ciclos estão de igual maneira os fenômenos micro sociais, os casamentos, as sociedades, os vínculos de amizade e demais coleguimos,  vou os denominar aqui de "laços" e esses laços são obviamente metáforas, signos referente a forma análoga de que se dão esses tipos de relacionamentos, em geral como no caso dos casamentos se pressupõe laços mais fortes que foram sendo construídos a longo prazo e em etapas de laços menores, e assim num desenvolvimento gradativo se fixando laços mais comprometidos, dessa forma vão "apertando" mais, porém sendo mais complexos de se desatar. Tendo isso sido colocado eu trago o raciocínio desenvolvido para as ideias de Paradigma, vou me focar nas tidas pelas ciências sociais e de filosofia política, nelas se entende o Paradigma como limite colocado frente a evoluções de modelo político ou social, infelizmente existem complexidades no sistema posto (status quo) que são dificuldades descaradas, injustiças e medidas não razoáveis, para tais seria relevante pensar em mecanismos de reforma ou de transformação na busca de melhorias e benfeitorias, o problema é que nesses casos (na grande maioria) tais soluções exigem mudanças na raiz (radicais) e isto posto no que se trata serem empreendimentos sociais, ou seja, abstrações, tornas-se árdua a tarefa de as explicar e quase que impossível suas implementações, de toda sorte tem sido claro para mim que o grau de dificuldade em nada altera o fato da necessidade e relevância da causa, infortunadamente teremos que tocar nessas "feridas" e essas feridas estão nesses "laços", se a forma de encararmos o mundo não passar primeiramente pela forma que encaramos nossos microcosmos sociais (laços e conjunto de laços) então nem mesmo estaremos fazendo diferença em nós, e para quebrar injustiças enraizadas e sedimentadas de muito tempo (quebrar modelos, ou seja, quebrar paradigmas) vamos ter de refletir e começar da base que são nossos laços internos e externos. 

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