Erdogan vencedor das ultimas três eleições a frente do "partido islâmico da justiça e desenvolvimento" (AKP) totalizou dez anos no poder político da Turquia, num primeiro momento ativistas políticos e sociais como eu chutaram: "- Se tratam de efeitos da primavera árabe, dos movimentos de ocupação, dos indignados, esquerda 2.0, anonymous e etc" Mas agora vejo que não é bem assim, obviamente existem os efeitos e o momento é de ebulição pelo surgimento de novas formas de estabelecimento democrático e político, porém as coisas não são tão simples, Erdogan não é o alvo que a mídia em geral tenta estabelecer, e sim a democracia representativa, esta começou a entrar em cheque, e somado a isso ainda existem os efeitos econômicos sociais da Troika, o ressurgimento dos movimentos anarquistas e os movimentos de extrema direita, cada vez mais a sociedade não só europeia como mundial vai acordando para a derradeira realidade que a mídia e os governos mundiais já não conseguem esconder com eficácia. (mas acredito que isso pode ficar como tema de um outro texto)
Todo esse imbróglio começou em Istambul onde houve um protesto contra um empreendimento na região central da cidade, tal empreendimento comprometeria estruturas e valores históricos da cidade (Soa familiar a mim ao que tem ocorrido no Rio de Janeiro com relação aos mega eventos, salvo algumas diferenças é lógico)
Istambul (em turco: İstanbul), a antiga Bizâncio e Constantinopla (nome ainda usado em várias línguas, como no grego Κωνσταντινούπολις,Konstantinúpolis), é a maior cidade da Turquia, a quinta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 de habitantes na sua área metropolitana (2010).2 A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.É a capital da área metropolitana (büyükşehir) e da província de Istambul, a qual faz parte da região de Mármara. No passado foi a capital administrativa da Província de Istambul, na chamada Rumélia ou Trácia Oriental. Foi denominada Bizâncio até 330 d.C., e Constantinopla até 1453, nome bastante difundido no Ocidente até 1930. Durante o período otomano, os turcos chamavam-na de Istambul, nome oficialmente adotado em 28 de março de 1930.Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido comocalifa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão. Atualmente, embora a capital do país seja Ancara, Istambul continua a ser o principal polo industrial, comercial, cultural e universitário (aí estão sediadas mais de uma dezena deuniversidades) do país. É a sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, sede da Igreja Ortodoxa.A cidade ocupa ambas as margens do Estreito do Bósforo e do norte do Mar de Mármara, os quais separam a Ásia da Europa no sentido norte-sul, uma situação que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes. A parte central da parte europeia é por sua vez dividida pelo estuário do Corno de Ouro. É usual dizer-se que a cidade tem dois ou três centros, conforme se considere ou não que na parte asiática também existe umcentro. No lado europeu há duas zonas com mais destaque em termos de movimento de pessoas e património cultural: o mais antigo, onde se situava o núcleo da antiga Bizâncio e Constantinopla, correspondente ao atual distrito de Fatih, fica a sul do Corno de Ouro, enquanto que Beyoğlu, a antigaPera e onde se situava o bairro europeu medieval de Gálata, fica a norte. O centro da parte asiática tem contornos menos precisos, e ocupa parte dos distritos de Üsküdar e Kadıköy.Algumas zonas históricas da parte europeia de Istambul foram declaradas Património Mundial pela UNESCO em 1985. Em 2010, a cidade foi a Capital Europeia da Cultura e é candidata à organização dos Jogos Olímpicos de 2020. Devido à sua dimensão e importância, Istambul é considerada uma megacidade e uma cidade global. (Wikipédia)
Contudo houve violenta repressão policial em relação a esta manifestação, desta forma e ai sim sob os efeitos que eu já mencionei a causa ganhou uma bandeira maior, provavelmente não apenas pela reação dos opositores mas pela realização de que as dificuldades a serem enfrentadas eram muito maiores, esse fenômeno me parece ter vindo para ficar por culpa do advento das redes sociais que já davam meios de comunicação, porém agora já começam a ser melhor usados como ferramenta de organização de manifestos presenciais, esses avanços são permanentes e o processo é evolutivo e emancipatório, os especialistas honestos da área não mais se surpreendem com isso, agora é uma questão de tempo que a grande mídia se de conta e se adeque para não ficar muito longe da realidade como tem estado.
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